CPI da Saúde da Assembleia Legislativa e técnicos do TCE realizaram vistoria nas unidades do Hospital Regional de Cáceres para apurar denúncias e irregularidades.
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) realizaram, nesta terça-feira (16), uma vistoria nas duas unidades do Hospital Regional de Cáceres. A inspeção teve como objetivo apurar denúncias relacionadas à falta de insumos, atraso no pagamento de fornecedores e profissionais, além de dificuldades na realização de exames e cirurgias.
As duas unidades hospitalares — o Hospital Regional Doutor Antônio Fontes e o antigo Hospital São Luiz, atualmente denominado Anexo II — são administradas pela Organização Social (OS) Agir, contratada pelo Governo do Estado por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).
Segundo informações levantadas pela CPI, o contrato firmado inicialmente para a gestão das unidades girava em torno de R$ 12 milhões a R$ 13 milhões mensais. Posteriormente, o valor foi reajustado para aproximadamente R$ 18 milhões por mês.
Apesar do aumento dos recursos destinados à administração dos hospitais, as reclamações de pacientes e profissionais da saúde continuam crescendo. Entre as principais queixas estão a demora no atendimento, dificuldades para realização de procedimentos e suposta falta de materiais essenciais para o funcionamento das unidades.
Ao final da vistoria, o presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Wilson Santos, explicou que a inspeção busca verificar a veracidade das denúncias recebidas pela comissão.
Segundo ele, a presença conjunta da CPI e do Tribunal de Contas permite uma análise mais detalhada da situação enfrentada pelos hospitais da região Oeste de Mato Grosso.
“Aqui nós temos aproximadamente 400 mil pessoas distribuídas em 22 municípios. É uma região muito importante para Mato Grosso e que merece hospitais que atendam com qualidade, respeitando a dignidade humana e oferecendo condições adequadas aos profissionais da saúde”, afirmou o parlamentar.
Wilson Santos também ressaltou que Cáceres ocupa posição estratégica por estar localizada na fronteira com a Bolívia. Além da população dos municípios mato-grossenses, as unidades hospitalares acabam recebendo pacientes estrangeiros, especialmente bolivianos.
De acordo com o deputado, a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) exige atendimento humanitário a todos que necessitam de assistência médica, independentemente da nacionalidade.
A CPI da Saúde deverá analisar os documentos e informações coletados durante a vistoria. O material também servirá de base para avaliações técnicas do Tribunal de Contas do Estado, que acompanha a aplicação dos recursos públicos destinados à gestão das unidades hospitalares de Cáceres.