Equipes da Sefaz e da MTI impediram uma tentativa de fraude no sistema financeiro de Mato Grosso. Nenhum recurso público foi desviado e o Fiplan opera normalmente.
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Equipes da Sefaz e da MTI impediram uma tentativa de fraude no sistema financeiro de Mato Grosso. Nenhum recurso público foi desviado e o Fiplan opera normalmente.
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Equipes técnicas da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) impediram uma tentativa de invasão ao sistema financeiro do Governo de Mato Grosso.
O ataque ocorreu em 28 de junho e foi contido antes que qualquer valor fosse transferido. Segundo o Governo do Estado, não houve prejuízo aos cofres públicos nem interrupção no processamento de pagamentos e nas demais atividades financeiras estaduais.
A tentativa de fraude foi identificada após os técnicos detectarem uma ordem de pagamento considerada atípica, encaminhada a uma instituição bancária.
Diante da movimentação fora do padrão, a operação foi bloqueada imediatamente. A resposta rápida evitou a saída dos recursos e permitiu que as equipes de tecnologia iniciassem os procedimentos de contenção e análise do incidente.
Embora alguns veículos tenham divulgado uma suposta tentativa de transferência de aproximadamente R$ 500 milhões, o valor não foi confirmado oficialmente pelo Governo de Mato Grosso. O comunicado estadual assegura apenas que nenhuma movimentação irregular foi concluída e que não houve dano ao erário.
Após o bloqueio da operação, o ponto de vulnerabilidade explorado pelos invasores foi desativado.
Os ambientes do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado, o Fiplan, foram isolados, revisados e reconfigurados. O sistema concentra operações relacionadas ao planejamento, à contabilidade e à execução financeira da administração estadual.
De acordo com o governo, o Fiplan voltou a operar em ambiente seguro e monitorado, sem impactos na continuidade das atividades administrativas. Dessa forma, pagamentos estaduais, transferências e outros procedimentos financeiros continuaram sendo processados normalmente.
A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), vinculada à Polícia Civil de Mato Grosso, foi acionada e instaurou procedimento para investigar a autoria e as circunstâncias do ataque.
Os detalhes da apuração são mantidos sob sigilo para evitar prejuízos às investigações. As equipes da Sefaz e da MTI também permanecem monitorando de forma preventiva o ambiente digital corporativo do Estado, buscando identificar eventuais novas tentativas de acesso indevido.
A contenção do ataque garantiu a continuidade do fluxo financeiro do Governo de Mato Grosso. Conforme as informações oficiais disponíveis, não foram registrados atrasos ou interrupções causados pelo incidente.
Fornecedores, órgãos estaduais e administrações municipais devem continuar acompanhando pagamentos e repasses pelos canais oficiais utilizados normalmente. Em caso de mensagens suspeitas, solicitações incomuns ou alterações de dados bancários, a recomendação é não fornecer senhas ou informações pessoais e procurar diretamente o órgão público responsável.
O episódio reforça a importância do monitoramento permanente e de protocolos rápidos de resposta para proteger recursos públicos e assegurar a continuidade dos serviços prestados pelo Estado.