Compartilhe

Compartilhe

Economia

Soja supera US$ 12 em Chicago com demanda firme e tensão no Mar Negro

Soja avança em Chicago e consolida preços acima de US$ 12 por bushel, apoiada pelo forte esmagamento nos EUA e pelos riscos ao comércio no Mar Negro.

Por

Soja mantém contratos acima de US$ 12 por bushel na Bolsa de Chicago. Imagem gerada por IA

O mercado da soja voltou a operar em alta nesta quinta-feira (16) na Bolsa de Chicago, sustentando os contratos mais negociados acima de US$ 12 por bushel. O movimento acompanhou a valorização do milho e, principalmente, do trigo, em uma sessão marcada pela combinação entre demanda aquecida, clima nos Estados Unidos e aumento das tensões no Mar Negro.

Por volta das 7h20, no horário de Brasília, os contratos de agosto e novembro subiam cerca de 3,5 pontos, negociados próximos de US$ 12,05 por bushel. A posição de janeiro de 2027 alcançava aproximadamente US$ 12,19.

Conflito ameaça o transporte de grãos

A nova escalada dos ataques entre Rússia e Ucrânia colocou novamente as rotas marítimas de exportação no centro das atenções. Estruturas portuárias e embarcações foram atingidas nos mares Negro e de Azov, importantes corredores para o transporte mundial de trigo, milho e óleo vegetal.

As restrições na região afetam uma rota utilizada para escoar parte relevante dos grãos russos. Na Ucrânia, ataques contra portos reduziram em cerca de um terço a capacidade mensal de exportação pelo Mar Negro, segundo representantes do setor agrícola do país.

O risco de interrupções logísticas provocou forte valorização do trigo na sessão anterior, com alta superior a 5% em Chicago. Esse movimento também ofereceu suporte aos demais produtos agrícolas negociados na bolsa.

Esmagamento supera as expectativas

No caso específico da soja, a demanda interna norte-americana continua sendo um fator de sustentação. Dados da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos, a NOPA, mostraram que suas associadas processaram aproximadamente 214,3 milhões de bushels em junho.

O volume ficou acima das projeções do mercado, avançou 2,7% em relação a maio e foi 15,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A entidade reúne empresas responsáveis por mais de 98% do esmagamento de soja nos Estados Unidos.

A atividade elevada das indústrias indica uma procura consistente por farelo e óleo de soja, matérias-primas destinadas principalmente à alimentação animal, à indústria de alimentos e à fabricação de biocombustíveis.

China e clima permanecem no radar

A maior presença da China nas compras de soja norte-americana também favorece as cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos registrou recentemente vendas de 136 mil toneladas para entrega ao mercado chinês na temporada 2026/2027.

Ao mesmo tempo, os operadores acompanham as condições das lavouras no Meio-Oeste dos Estados Unidos. As previsões indicam algum alívio climático nos próximos dias, embora permaneçam alertas relacionados às temperaturas e à distribuição das chuvas.

Para produtores brasileiros, a valorização em Chicago é positiva, mas não determina sozinha os preços internos. O valor recebido pela soja também depende do câmbio, dos prêmios de exportação nos portos, dos custos logísticos e da disponibilidade regional do produto.

Tags:
AgronegócioBolsa de ChicagoEstados UnidosExportaçõesMercado de GrãosSoja
SBT renova programação em agosto com Bocardi, Bake Off e faixa histórica
Tarifa de 25% dos EUA ameaça empregos e pode alterar preços no Brasil
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Conteúdo relacionado