Justiça mantém apreendido adolescente suspeito de dirigir embriagado e causar o acidente que matou Edson Baca, de 51 anos, em Cáceres.
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Justiça mantém apreendido adolescente suspeito de dirigir embriagado e causar o acidente que matou Edson Baca, de 51 anos, em Cáceres.
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A Justiça determinou a manutenção da apreensão do adolescente de 16 anos envolvido no acidente que matou o motociclista Edson Cecilio Baca de Almeida, de 51 anos, na Avenida São Luís, em Cáceres. A colisão ocorreu por volta das 23h40 de sábado, 1º de agosto.
A informação foi confirmada pelo delegado Fabrício de Almeida, que acompanhou o atendimento da ocorrência e representou pela internação provisória do adolescente. O pedido também recebeu manifestação favorável do Ministério Público e foi autorizado pelo Poder Judiciário.
Segundo o delegado, o adolescente apresentava forte alteração da capacidade motora e não tinha condições de prestar depoimento naquele momento. Ele permaneceu em silêncio, após ser informado sobre seus direitos, e recusou o teste do bafômetro.
A constatação da embriaguez foi registrada pelos policiais que atenderam a ocorrência. Conforme o boletim policial, o jovem apresentava odor etílico, fala desconexa e dificuldade para caminhar. Testemunhas também relataram que a caminhonete trafegava em alta velocidade e realizava manobras perigosas antes da colisão.
O adolescente permanecerá sob responsabilidade da unidade especializada, enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações. Por se tratar de menor de 18 anos, o caso é apurado como ato infracional análogo a crime.
A investigação deverá definir se a conduta será enquadrada como ato infracional semelhante a homicídio no trânsito ou homicídio com dolo eventual, hipótese em que se considera que o condutor assumiu o risco de provocar a morte.
Laudos da Politec, depoimentos de testemunhas e outros elementos serão utilizados para esclarecer a velocidade do veículo e a dinâmica da colisão.
O proprietário afirmou ao delegado que não autorizou o adolescente a dirigir. Segundo essa versão, o jovem teria pedido a chave alegando que buscaria uma caixa dentro da caminhonete, mas acabou saindo com o veículo.
A declaração diverge da informação inicial registrada no boletim de ocorrência, segundo a qual o automóvel teria sido entregue ao adolescente.
De acordo com Fabrício de Almeida, o proprietário somente poderá ser responsabilizado caso surjam provas de que autorizou a condução ou agiu com negligência. Até o momento, não foi localizada nova manifestação oficial além das informações apresentadas pelo delegado à reportagem.