Município registrou 30 assassinatos entre janeiro e julho; no mesmo período, ações policiais cresceram e 309 pessoas foram conduzidas em flagrante.
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Município registrou 30 assassinatos entre janeiro e julho; no mesmo período, ações policiais cresceram e 309 pessoas foram conduzidas em flagrante.
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Cáceres registrou aumento de 42,9% nos homicídios nos primeiros sete meses de 2026, segundo balanço apresentado pela Polícia Militar neste final de semana. Foram contabilizados 30 assassinatos entre janeiro e julho, contra 21 no mesmo período do ano passado.
Os dados mostram um cenário preocupante para a segurança pública, mas também revelam crescimento significativo da atuação policial. As operações realizadas pelo 6º Batalhão da Polícia Militar passaram de 45 para 67, avanço de 48,9%.
Um dos indicadores de maior crescimento foi a apreensão de armas de fogo. Entre janeiro e julho deste ano, 96 armas foram retiradas de circulação, enquanto no mesmo período de 2025 haviam sido apreendidas 50.
O resultado representa aumento de 92%.
Cáceres tem registrado ao longo de 2026 sucessivas operações envolvendo armas, drogas e suspeitos de participação em organizações criminosas. Em ações recentes, equipes do 6º Comando Regional, Força Tática, Raio, Rotam e Bope realizaram apreensões de pistolas, revólveres e até submetralhadora.
O balanço também aponta forte crescimento das conduções em flagrante. O número saltou de 99 pessoas em 2025 para 309 neste ano, uma elevação de aproximadamente 212%.
As prisões decorrentes de mandados judiciais passaram de 33 para 43.
Outro indicador destacado pela Polícia Militar envolve pessoas classificadas pela corporação como integrantes de facções criminosas. Foram 198 conduzidos em 2026, ante 85 no mesmo período do ano anterior, crescimento de 132,9%.
As ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas passaram de 43 para 75. O volume de entorpecentes apreendidos subiu de 46 para aproximadamente 83 quilos.
O reforço da segurança na região inclui unidades especializadas e operações integradas. Além das equipes locais, a região recebe apoio de estruturas como Bope, Rotam, Força Tática, Cavalaria e Ciopaer.
Apesar do crescimento das apreensões e prisões, o avanço dos homicídios evidencia que a violência letal permanece como um dos principais desafios da segurança pública em Cáceres.
O levantamento divulgado até agora não informa quantos dos 30 homicídios estão diretamente relacionados à atuação ou disputa entre facções, nem apresenta a taxa de esclarecimento desses crimes. Por isso, não é possível atribuir todo o aumento dos assassinatos ao crime organizado apenas com os dados disponíveis.