Ex-companheiro de Noeli Simsen foi preso após a morte dela em um hotel de Cáceres. Suspeita de explosivo em veículo mobilizou o Bope, mas foi descartada.
Noeli Simsen foi morta a tiros na tarde de segunda-feira (28) dentro de um quarto de hotel no bairro Jardim Cidade Nova, em Cáceres. O ex-companheiro dela, Ricardo de Souza Pessoa, policial civil aposentado, apresentou-se à Delegacia Regional após os disparos, entregou a arma utilizada e recebeu voz de prisão em flagrante. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Vítima havia retornado a Cáceres
À TV Descalvados, um integrante da equipe que atendeu a ocorrência relatou que Noeli ainda apresentava sinais vitais quando os policiais chegaram. O Corpo de Bombeiros foi chamado e constatou a morte.
Segundo as informações repassadas às equipes, Noeli e o suspeito estavam separados havia cerca de quatro a cinco meses. Ela havia passado um período fora do país e retornado a Cáceres para tratar de assuntos relacionados ao hotel, do qual era proprietária, incluindo uma possível venda. Pessoas próximas teriam manifestado preocupação com sua segurança antes da viagem, conforme o relato colhido pela reportagem. A investigação deverá verificar essas informações.
O delegado regional Higo Rafael disse à TV Descalvados que o suspeito se apresentou espontaneamente à polícia. Em conversa informal com os investigadores, ele mencionou a separação e o desejo de retomar o relacionamento, que não era correspondido. A motivação e a dinâmica completa do crime serão apuradas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, com apoio da perícia.
Suspeita de bomba mobilizou o Bope
Após a morte de Noeli, uma testemunha informou à Polícia Militar que havia uma mensagem de aplicativo atribuída ao suspeito sugerindo a presença de um explosivo no carro da vítima, estacionado perto do hotel. Por precaução, os policiais isolaram a área e acionaram o Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
A equipe especializada foi até o local e examinou o veículo. Nenhum artefato explosivo foi encontrado, segundo o policial militar ouvido pela TV Descalvados após a vistoria. O isolamento e a inspeção seguiram o procedimento de segurança adotado diante da suspeita.
Investigação continua
A perícia deverá esclarecer as circunstâncias dos disparos. A Polícia Civil também apura o histórico da relação e das mensagens mencionadas durante a ocorrência. A prisão em flagrante não representa conclusão da investigação nem julgamento do suspeito.
Em situação de ameaça ou violência contra a mulher, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. A Central de Atendimento à Mulher recebe orientações e denúncias pelo 180.





