Prisão de Ricardo de Souza Pessoa foi convertida em preventiva. Testemunhas relatam viagem de Noeli à França para se afastar do ex-companheiro.
A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Ricardo de Souza Pessoa, policial civil aposentado investigado pela morte da ex-companheira Noeli Simsen, em Cáceres. A decisão foi tomada na audiência de custódia de terça-feira (29 de setembro).
O juiz Antonio Carlos Pereira de Sousa Junior, da 2ª Vara Criminal, determinou a continuidade da prisão. A medida é cautelar e não representa uma condenação pelo crime.
Crime ocorreu dentro de hotel
Noeli foi morta na segunda-feira (28), no Hotel Real, no bairro Cidade Nova. Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, o suspeito teria entrado no quarto pela janela e efetuado disparos.
Depois, Ricardo se apresentou à polícia e foi preso. O caso é investigado como feminicídio.
Testemunhas relatam tentativa de afastamento
Uma nova informação divulgada na terça-feira envolve a viagem de Noeli à França. Segundo o delegado Higo Rafael, testemunhas disseram que ela havia saído do país para se afastar do ex-companheiro.
Os relatos indicam que a vítima voltou a Cáceres para tratar da venda do hotel. As circunstâncias da separação e possíveis episódios anteriores de perseguição integram a apuração. Essas informações são depoimentos apresentados à polícia, sujeitos à verificação.
Varredura descartou presença de explosivo
Após a morte, mensagens atribuídas ao suspeito levantaram a possibilidade de uma bomba no carro da vítima. O Bope realizou uma varredura e não encontrou explosivo.
Mulheres em situação de violência podem procurar orientação e registrar denúncias pelo Ligue 180, gratuito e disponível 24 horas. Em emergência ou risco imediato, o atendimento policial deve ser acionado pelo 190.





