Mato Grosso amplia produtividade e ajuda a manter projeção da safrinha brasileira acima de 106 milhões de toneladas, segundo levantamento da StoneX.
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Mato Grosso amplia produtividade e ajuda a manter projeção da safrinha brasileira acima de 106 milhões de toneladas, segundo levantamento da StoneX.
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A produção de milho da segunda safra brasileira segue robusta em 2025/26, mesmo diante de problemas climáticos registrados em algumas regiões do país. Levantamento divulgado pela consultoria StoneX aponta que a safrinha deve alcançar 106 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à projeção anterior. O destaque positivo continua sendo Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, que apresentou revisão para cima nas estimativas de produtividade.
O estado mato-grossense foi determinante para compensar perdas observadas em Goiás, onde a falta de chuvas reduziu significativamente o potencial produtivo das lavouras. A nova estimativa da StoneX aponta que Mato Grosso poderá colher cerca de 51,3 milhões de toneladas de milho nesta safra, consolidando sua liderança absoluta no cenário nacional.
O desempenho das lavouras mato-grossenses reflete as condições climáticas mais favoráveis registradas em importantes regiões produtoras durante fases decisivas do desenvolvimento do milho. Além disso, o avanço do plantio dentro da janela ideal reduziu riscos e permitiu revisões positivas na produtividade ao longo dos últimos meses.
A força do estado no agronegócio nacional vai além do milho. Mato Grosso também segue como maior produtor de soja do Brasil e contribui decisivamente para o recorde nacional da oleaginosa. A StoneX elevou sua projeção para a safra brasileira de soja para 181,8 milhões de toneladas, volume histórico que representa crescimento anual de 7,7%.
Especialistas destacam que a combinação entre tecnologia, ampliação de áreas produtivas e investimentos em manejo agrícola continua fortalecendo a competitividade do estado nos mercados nacional e internacional.
Enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram revisões positivas, Goiás enfrentou cenário oposto. A estiagem e o clima mais seco impactaram diretamente as lavouras, levando a StoneX a reduzir a estimativa de produção do estado para 10,8 milhões de toneladas, quase 20% abaixo da projeção divulgada no mês anterior.
Apesar da redução na expectativa da safrinha em comparação ao ciclo passado, o Brasil mantém uma das maiores produções de milho de sua história. A consultoria estima ainda que a primeira safra alcance 28,3 milhões de toneladas, crescimento de aproximadamente 11% em relação ao ano anterior.
Com a colheita avançando gradualmente nas principais regiões produtoras, o mercado acompanha o comportamento da demanda interna, especialmente do setor de etanol de milho, além das exportações previstas para o segundo semestre. Analistas apontam que o desempenho das safras no Hemisfério Norte também poderá influenciar os preços internacionais nos próximos meses.
Para Mato Grosso, o cenário reforça a posição estratégica do estado como principal motor da produção agrícola brasileira, sustentando não apenas a oferta nacional de milho, mas também a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.