Mesmo com queda em junho, a arroba do bezerro segue em patamar recorde para a época do ano. Cenário exige atenção dos pecuaristas de Mato Grosso.
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Mesmo com queda em junho, a arroba do bezerro segue em patamar recorde para a época do ano. Cenário exige atenção dos pecuaristas de Mato Grosso.
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O mercado de reposição bovina iniciou a segunda quinzena de junho com sinais de acomodação nos preços. A arroba do bezerro apresentou queda em relação ao encerramento de maio, refletindo um movimento de maior cautela dos compradores. Apesar disso, os valores continuam nos maiores níveis já registrados para o período do ano, demonstrando a força do ciclo pecuário atual.
Segundo dados do indicador Cepea/Esalq para Mato Grosso do Sul, referência nacional para o segmento, a arroba do bezerro registrou recuo de 1,7% na parcial de junho até o dia 17. O valor médio ficou em torno de R$ 477,80 por arroba, marcando o segundo mês consecutivo de queda após os recordes observados no início de 2026.
Um dos fatores que ajudam a explicar a redução do valor por arroba é o aumento do peso médio dos animais comercializados. Em junho, os bezerros negociados apresentaram média de 213,7 quilos, acima dos 210,1 quilos registrados em maio.
Essa diferença faz com que o preço por cabeça recue menos do que o valor calculado por arroba. Na prática, o produtor continua comercializando animais mais pesados, o que ajuda a preservar a receita mesmo em um momento de ajuste das cotações.
A reposição também acompanha os movimentos do mercado do boi gordo. Após uma primeira metade de junho mais firme, a arroba do animal terminado passou a sofrer pressão de baixa devido às incertezas envolvendo as exportações de carne bovina. Compradores e frigoríficos têm demonstrado maior prudência na formação de estoques, reduzindo o ritmo das negociações.
Além disso, o consumo doméstico de carne bovina não apresentou o desempenho esperado na primeira quinzena do mês, elevando a preocupação com possíveis aumentos de estoque e contribuindo para um ambiente mais conservador nas compras.
Em Mato Grosso, estado que possui o maior rebanho bovino do Brasil, os movimentos do mercado de reposição são acompanhados de perto pelos pecuaristas. O cenário atual sugere estabilidade nos próximos meses, seguindo um comportamento semelhante ao observado em ciclos anteriores.
Para os produtores mato-grossenses, o momento recomenda atenção aos custos de reposição e ao planejamento das compras. Embora os preços tenham recuado recentemente, continuam elevados em comparação aos anos anteriores, mantendo a atividade de cria valorizada e reforçando a importância de decisões estratégicas na gestão das fazendas.
A expectativa do setor é de que o mercado permaneça em uma fase de definições ao longo do segundo semestre, acompanhando o desempenho das exportações, do consumo interno e da oferta de animais para reposição.