Cáceres avança na elaboração do Plano Local de Ação Climática, que definirá medidas contra eventos extremos, redução de emissões e desenvolvimento sustentável.
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Cáceres avança na elaboração do Plano Local de Ação Climática, que definirá medidas contra eventos extremos, redução de emissões e desenvolvimento sustentável.
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A Prefeitura de Cáceres realiza nesta segunda e terça-feira, dias 17 e 18 de agosto, uma nova etapa da elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC). O documento deverá orientar o município na prevenção e adaptação aos impactos das mudanças climáticas, além de estabelecer estratégias para redução das emissões de gases de efeito estufa.
A programação reúne representantes da administração municipal, instituições parceiras e equipes técnicas, com reuniões, debates e visitas de campo. O objetivo é aprofundar o diagnóstico do território e identificar os principais riscos climáticos e as prioridades que deverão orientar as políticas públicas nas próximas décadas.

O PLAC não ficará restrito às políticas ambientais. Segundo a Prefeitura, o planejamento deverá envolver setores como desenvolvimento urbano, infraestrutura, mobilidade, saúde e serviços públicos, incorporando os riscos climáticos às decisões de governo.
Na prática, o trabalho poderá ajudar o município a se preparar para situações como secas prolongadas, temperaturas elevadas, chuvas intensas e outros eventos extremos, além de orientar investimentos capazes de tornar a cidade mais resistente aos impactos do clima.
A elaboração do plano faz parte do Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas, iniciativa desenvolvida pela C40 Cities e pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, com participação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e do ICLEI América do Sul.
Cáceres está entre seis cidades da região amazônica selecionadas para receber apoio específico na estruturação de Planos de Ação Climática, ao lado de Barcarena, Altamira, Boa Vista, Parintins e Rio Branco. O programa oferece suporte técnico para fortalecer a governança climática e transformar diagnósticos em políticas e projetos municipais.
Nesta etapa, técnicos e gestores deverão avaliar as características ambientais e urbanas do município e avançar na definição de prioridades. A intenção é construir um planejamento conectado à realidade local e capaz de orientar decisões de longo prazo.
Para uma cidade diretamente ligada ao Rio Paraguai e ao Pantanal, o planejamento climático ganha importância tanto para a proteção ambiental quanto para áreas que afetam diretamente a população, como abastecimento, infraestrutura urbana, saúde e mobilidade.
A expectativa é que o PLAC sirva como referência para futuros investimentos e políticas públicas, tornando Cáceres mais preparada para enfrentar eventos climáticos extremos e conciliar crescimento urbano com sustentabilidade.