Polícia Civil cumpre nove ordens judiciais contra grupo investigado por obter veículos com fraude, adulterá-los e levá-los em direção à Bolívia.
Compartilhe
Polícia Civil cumpre nove ordens judiciais contra grupo investigado por obter veículos com fraude, adulterá-los e levá-los em direção à Bolívia.
Por

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (3) a Operação Rota Fantasma, destinada a investigar um esquema de obtenção fraudulenta de veículos em locadoras e empresas e posterior transporte dos automóveis para a região da fronteira com a Bolívia.
Foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, totalizando nove ordens judiciais. A investigação é conduzida pela Delegacia de Paranatinga.
O inquérito teve início após uma Fiat Strada avaliada em aproximadamente R$ 91 mil ser retirada de uma locadora de Paranatinga por meio de documentos pertencentes a outra pessoa.
O veículo não foi devolvido. Durante a investigação, a Polícia Civil apurou que ele havia deixado o território brasileiro e sua última localização conhecida havia sido registrada na Bolívia.
Com o aprofundamento das investigações, outros episódios semelhantes foram identificados.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolveria uso de documentos de terceiros, formas de pagamento vinculadas a integrantes diferentes do grupo, remoção de rastreadores, troca de placas e adulteração de sinais identificadores dos veículos.
Também teria existido divisão de tarefas entre pessoas responsáveis pela obtenção dos automóveis, financiamento, logística e contratação de motoristas para levá-los até a fronteira.
Informações divulgadas sobre a operação indicam cumprimento de mandados em Cáceres, Barra do Garças e Várzea Grande, o que reforça a ligação da investigação com a faixa de fronteira mato-grossense.
O nome Rota Fantasma faz referência justamente ao deslocamento rápido dos veículos por diferentes cidades e estados, acompanhado de medidas destinadas a dificultar o rastreamento.
Os investigados ainda serão submetidos às etapas do inquérito e eventual responsabilização dependerá da conclusão das investigações e das decisões da Justiça.