Operação Coroa Quebrada II prende suspeito de 26 anos com rifle 7,62 e 42 munições e aprofunda investigação sobre facção e tráfico em Cáceres.
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Operação Coroa Quebrada II prende suspeito de 26 anos com rifle 7,62 e 42 munições e aprofunda investigação sobre facção e tráfico em Cáceres.
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A Polícia Civil avançou nas investigações contra um núcleo de uma facção criminosa que atuaria no tráfico de drogas em Cáceres. Na sexta-feira (14), a segunda fase da Operação Coroa Quebrada resultou na prisão em flagrante de um homem de 26 anos e na apreensão de um rifle calibre 7,62 e 42 munições do mesmo calibre.
A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Segundo a Polícia Civil, a investigação apura crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico e permanece em andamento para identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.
A Coroa Quebrada II é um desdobramento das apurações iniciadas após uma operação realizada em 7 de abril, quando uma mulher de 45 anos foi presa e apontada pelos investigadores como integrante operacional de uma facção com atuação em Cáceres.
De acordo com a investigação, ela participaria ativamente da comercialização de entorpecentes e mantinha contato com outros integrantes da organização. A primeira fase da Operação Coroa Quebrada chegou a cumprir 21 ordens judiciais contra um núcleo investigado pela Polícia Civil na cidade.
Entre os investigados está o homem de 26 anos preso nesta segunda fase. Conforme a Polícia Civil, ele exerceria a função conhecida no meio criminoso como “recolhe”, responsável por cobranças relacionadas ao comércio de drogas.
Foi justamente na residência dele que os policiais localizaram o rifle 7,62 e as 42 munições. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A apreensão de uma arma desse calibre acrescenta um novo elemento à investigação sobre a estrutura do grupo, agora não apenas pela suposta organização da venda e cobrança de drogas, mas também pela disponibilidade de armamento de maior poder ofensivo.
Outro ponto destacado pela Polícia Civil envolve o filho da mulher presa em abril. As investigações indicam que, durante o período em que esteve detido no Centro de Detenção de Pontes e Lacerda, ele teria cooptado presos para ingressarem na facção e solicitado o envio de drogas destinadas à revenda dentro da unidade prisional.
Os mandados desta sexta-feira foram cumpridos justamente nas residências do suspeito apontado como responsável pelas cobranças e do filho da investigada.
A nova fase mostra que a Polícia Civil busca reconstruir a cadeia de atuação do grupo, desde a comercialização de drogas nas ruas até cobranças, recrutamento de integrantes e possíveis conexões com o sistema prisional. As investigações continuam e novos envolvidos poderão ser identificados.