Polícia Ambiental alerta para multas, processos e até prisão por queimadas. Com a chegada do El Niño, risco de incêndios e problemas de saúde aumenta em Cáceres e Mato Grosso.
Compartilhe
Polícia Ambiental alerta para multas, processos e até prisão por queimadas. Com a chegada do El Niño, risco de incêndios e problemas de saúde aumenta em Cáceres e Mato Grosso.
Por

Com a aproximação do período de estiagem em Mato Grosso, a Polícia Militar de Proteção Ambiental reforça um alerta importante à população: queimadas urbanas são proibidas durante todo o ano e podem resultar em multas elevadas, processos administrativos e responsabilização criminal. A orientação ganha ainda mais relevância diante das previsões de fortalecimento do fenômeno El Niño em 2026, que pode intensificar a seca, elevar as temperaturas e aumentar o risco de incêndios em toda a região Centro-Oeste.
Segundo o comandante da Polícia Militar de Proteção Ambiental em Cáceres, tenente-coronel Itamar, a prática de juntar folhas, galhos ou lixo doméstico e atear fogo para limpar quintais e terrenos continua sendo comum, mas é considerada crime ambiental e precisa ser abandonada pela população. As orientações foram apresentadas durante reuniões do Comitê de Gestão do Fogo realizadas no município.
O período proibitivo para uso do fogo em áreas rurais de Mato Grosso vai de 1º de julho a 30 de novembro. Já nas áreas urbanas, a proibição vale durante os 12 meses do ano. Proprietários de terrenos baldios também podem ser responsabilizados caso ocorram queimadas em suas áreas, mesmo que não tenham iniciado o fogo, caso seja constatada negligência na manutenção do imóvel.
A Polícia Ambiental destaca que as penalidades podem variar desde multas administrativas até enquadramentos em legislações ambientais e de contravenções penais, dependendo da gravidade da ocorrência. A recomendação é manter lotes limpos, retirar materiais inflamáveis e evitar qualquer tipo de queima para limpeza.
Especialistas apontam que o retorno do El Niño em 2026 pode provocar temperaturas acima da média e períodos prolongados de baixa umidade em partes do Centro-Oeste brasileiro. Esse cenário favorece a propagação de incêndios florestais e urbanos, além de agravar problemas respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças pulmonares.
A fumaça produzida pelas queimadas reduz a qualidade do ar, aumenta atendimentos médicos e compromete a qualidade de vida da população. O Pantanal, uma das regiões mais sensíveis aos efeitos da estiagem, também fica mais vulnerável à ocorrência de grandes incêndios.
A Polícia Ambiental orienta que moradores da zona urbana e produtores rurais adotem medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndio:
A mensagem das autoridades é clara: prevenir é mais barato, mais seguro e evita prejuízos ambientais, econômicos e à saúde. Com a estiagem se aproximando e a influência do El Niño no horizonte, a colaboração da população será fundamental para proteger Cáceres, o Pantanal e toda a região de Mato Grosso.