Movimentações partidárias antecipam a disputa pelo Governo de MT em 2026, com Pivetta, Wellington, Jayme e outros nomes no tabuleiro.
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Movimentações partidárias antecipam a disputa pelo Governo de MT em 2026, com Pivetta, Wellington, Jayme e outros nomes no tabuleiro.
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A sucessão ao Palácio Paiaguás entrou em uma fase mais intensa em Mato Grosso. A proximidade das convenções partidárias, somada às articulações entre Republicanos, União Brasil, PL, MDB e outras siglas, começa a definir o desenho da disputa pelo Governo do Estado em 2026.
Até agora, o cenário ainda é de pré-candidaturas e negociações. A oficialização dos nomes depende das convenções partidárias, que, conforme o calendário eleitoral, ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto. Os pedidos de registro devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
Pivetta busca consolidar projeto de reeleição
No centro das movimentações está o governador em exercício Otaviano Pivetta, do Republicanos, que se articula para disputar a reeleição. O partido já se movimenta para formalizar o projeto, enquanto aliados trabalham para ampliar o arco de apoio ainda no primeiro turno.
A principal costura envolve setores do União Brasil próximos ao ex-governador Mauro Mendes, que defendem apoio a Pivetta. Esse movimento, porém, esbarra na ala ligada ao senador Jayme Campos, que também trabalha para manter viva uma candidatura própria ao Paiaguás.
Segundo a imprensa especializada, o deputado estadual Júlio Campos declarou que, caso o União Brasil decida manter Jayme no páreo, não haveria resistência para liberar filiados dissidentes que desejem apoiar Pivetta. A sinalização busca evitar uma ruptura interna maior e acomodar grupos que já estão alinhados ao projeto republicano.
União Brasil vive encruzilhada interna
A disputa dentro do União Brasil é hoje uma das variáveis mais importantes do tabuleiro estadual. Jayme Campos tem sido tratado como possível candidato ao Governo, mas enfrenta resistência de parte da legenda, especialmente do grupo que prefere seguir com Pivetta.
Em março, Júlio Campos reforçou publicamente a construção do projeto de Jayme e citou uma disputa contra Pivetta, Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko. Na ocasião, o próprio Jayme tratou a movimentação como uma provocação, mas o episódio evidenciou a disputa interna da sigla.
Na prática, a definição do União Brasil pode alterar o tamanho das chapas, a divisão do tempo de propaganda, a composição para o Senado e o comportamento de prefeitos e vereadores no interior.
Wellington aparece competitivo nas pesquisas
Outro nome central é o senador Wellington Fagundes, do PL. Ele aparece entre os principais pré-candidatos e tem desempenho competitivo nos levantamentos divulgados pela imprensa estadual.
Pesquisa do Instituto Index, publicada pelo Olhar Direto em 6 de julho, mostrou Wellington com 27% das intenções de voto e Pivetta com 25%, em empate técnico dentro da margem de erro. Na sequência aparecem Jayme Campos, com 17%, Natasha Slhessarenko, com 9,5%, e Rafael Millas, com 1,5%.
O levantamento indica um cenário ainda aberto, com peso relevante dos eleitores indecisos e das alianças que serão fechadas nas convenções.
Interior acompanha definições da capital
As articulações em Cuiabá têm reflexo direto nos municípios. Prefeitos, vereadores e pré-candidatos locais observam qual grupo terá maior força para formar palanques, liberar emendas, viabilizar convênios e articular investimentos em infraestrutura, saúde, educação e logística.
Para o eleitor, a orientação prática é acompanhar apenas informações confirmadas por partidos, Justiça Eleitoral e veículos confiáveis. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com votação das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Se houver segundo turno para governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Até lá, o jogo segue em aberto. O que já está claro é que a sucessão estadual deixou a fase de especulação distante e entrou no período de decisões partidárias concretas.