Operação Jaguaretê reforça a fiscalização do Exército na fronteira de Cáceres enquanto a Bolívia amplia a busca pelos envolvidos nos ataques em San Matías.
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Operação Jaguaretê reforça a fiscalização do Exército na fronteira de Cáceres enquanto a Bolívia amplia a busca pelos envolvidos nos ataques em San Matías.
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O Exército Brasileiro ampliou a presença militar na faixa de fronteira para combater o tráfico internacional de drogas, o contrabando, o descaminho e outros crimes transfronteiriços. Em Mato Grosso, as ações da Operação Jaguaretê alcançam a região de Cáceres, principal ligação terrestre do estado com San Matías, na Bolívia.
Coordenada pelo Comando Militar do Oeste, a operação mobiliza unidades do Exército distribuídas por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A iniciativa começou em 1º de julho e utiliza recursos próprios da Força Terrestre, característica que a classifica como uma operação singular.
Uma das frentes de atuação está instalada no posto da Polícia Rodoviária Federal em Cáceres. Militares e agentes abordam veículos, conferem documentos e examinam cargas, bagagens e compartimentos que possam ser utilizados para esconder drogas, armas ou mercadorias ilegais.
Cães farejadores também auxiliam nas inspeções. O trabalho não fica restrito ao posto rodoviário: inclui patrulhamentos terrestres e fluviais, bloqueios em estradas, fiscalização de veículos e embarcações e vigilância de rotas rurais utilizadas por organizações criminosas.
A operação alcança unidades militares situadas ao longo da fronteira brasileira e é realizada de maneira coordenada com órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e forças estaduais de segurança.
Em uma das ocorrências registradas durante a Jaguaretê, dois homens foram presos em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, transportando 194 quilos de haxixe. O flagrante demonstra que a ofensiva está sendo executada simultaneamente em diferentes corredores utilizados pelo crime organizado.
A escalada da violência no lado boliviano reforça a importância da presença das forças de segurança na região. San Matías e Cáceres integram um corredor utilizado para o trânsito de pessoas, cargas e veículos entre os dois países.
Em junho, a força antidrogas boliviana, a Aduana, a Polícia Federal brasileira e outros organismos já haviam realizado fiscalizações simultâneas no eixo San Matías–Cáceres, incluindo inspeções em caminhões que transportavam madeira.
As inormações mais recente sobre San Matías revelam que o corpo do subtenente Yerson Salazar Aliendres foi localizado e levado para Santa Cruz de la Sierra. Ele morreu após a equipe policial ser atacada quando seguia para investigar um assassinato ocorrido em uma propriedade rural.
Outro oficial foi baleado no abdômen. Os criminosos ainda incendiaram a viatura policial e levaram o corpo do subtenente. Um suspeito foi preso, enquanto o homem apontado pela polícia como possível chefe do grupo permanece foragido.
A Polícia Boliviana ativou o Plano Halcón e enviou unidades especializadas para San Matías. As investigações consideram a possibilidade de que os ataques estejam relacionados à disputa entre organizações envolvidas com o narcotráfico. Não há, porém, conclusão definitiva sobre a autoria ou eventual participação de facções brasileiras.
Com o reforço militar no Brasil e o aumento do policiamento na Bolívia, a faixa de fronteira entre Cáceres e San Matías passa a operar sob vigilância mais intensa e por prazo ainda não definido.