Governo autoriza atuação da Força Nacional por mais 180 dias na TI Sararé, em MT, para reforçar segurança e combate ao garimpo ilegal.
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Governo autoriza atuação da Força Nacional por mais 180 dias na TI Sararé, em MT, para reforçar segurança e combate ao garimpo ilegal.
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública por 180 dias na Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso. A medida mantém o reforço federal em um território que enfrenta forte pressão do garimpo ilegal e que, desde março, é alvo de uma ampla operação de desintrusão.
A nova autorização prevê atuação em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com ações voltadas à preservação da ordem pública, proteção das pessoas e do patrimônio. A Funai ficará responsável pela infraestrutura e pelo apoio logístico, enquanto o efetivo empregado será definido pela Diretoria da Força Nacional.
A presença federal ocorre em meio à ofensiva para retirar invasores e desmontar a estrutura utilizada na extração clandestina de ouro. Em junho, depois de mais de 90 dias de operação, as equipes já haviam identificado e inutilizado 35 bunkers e 33 túneis subterrâneos, estruturas utilizadas para esconder equipamentos e manter a atividade mesmo durante as fiscalizações.
O balanço federal divulgado naquele período apontava ainda a destruição de 199 acampamentos, 829 motores de garimpo e 34 escavadeiras hidráulicas, além da apreensão ou inutilização de 3,8 toneladas de explosivos. O prejuízo imposto à estrutura criminosa ultrapassava R$ 100 milhões.
A Terra Indígena Sararé possui aproximadamente 67 mil hectares e abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Segundo dados do governo federal, cerca de 4,2 mil hectares do território já foram afetados pelo garimpo. A área alcança os municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Homologado em 1985, o território passou a sofrer forte pressão decorrente da exploração clandestina de ouro. A operação federal envolve, além da Força Nacional, órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ibama, Funai, Ministério da Defesa, Abin e Censipam.
A ampliação da presença da Força Nacional indica que o governo pretende manter a pressão operacional para evitar a reocupação das áreas já desativadas. A estratégia passou a combinar incursões, inteligência, destruição de túneis e bunkers e retirada de equipamentos que possam permitir a retomada rápida do garimpo.
A operação de desintrusão não possui prazo geral definido para terminar e, segundo o governo federal, deverá prosseguir até que sejam restabelecidas as condições de segurança e integridade territorial para as comunidades Nambikwara.