Erosão no km 501,8 da BR-174 leva DNIT a declarar emergência. Trecho integra corredor entre Cáceres, Pontes e Lacerda, Nova Lacerda e Comodoro.
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Erosão no km 501,8 da BR-174 leva DNIT a declarar emergência. Trecho integra corredor entre Cáceres, Pontes e Lacerda, Nova Lacerda e Comodoro.
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A BR-174 voltou a acender um sinal de alerta no Oeste de Mato Grosso. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) declarou situação de emergência no km 501,8 da rodovia, após identificar processos erosivos no talude do aterro e indícios de comprometimento da estrutura que sustenta a pista.
A medida foi formalizada por portaria publicada no Diário Oficial da União em 1º de setembro. Segundo o documento, existe possibilidade de ruptura abrupta do corpo estradal, situação que pode provocar acidentes e até exigir a interdição do tráfego.
A declaração de emergência foi ratificada pelo superintendente regional do DNIT em Mato Grosso, Djalma Silvestre Fernandes, com base em avaliação técnica da Coordenação de Engenharia do órgão.
O processo administrativo é o de número 50611.002757/2026-65. A classificação permite que o DNIT adote medidas emergenciais para recuperar as condições de conservação, segurança e trafegabilidade da rodovia.
Até as informações divulgadas nesta semana, não havia anúncio de interdição do km 501,8 nem prazo definido para conclusão da intervenção. Também não foi informado o custo estimado dos trabalhos.
Para quem utiliza a BR-174, a recomendação é redobrar a atenção à sinalização e às eventuais orientações do DNIT, especialmente porque alterações no tráfego podem ser adotadas caso a condição da pista se agrave.

Ocorrência em abril de 2025 no km 457.
O novo episódio preocupa porque a BR-174 enfrentou uma emergência semelhante há pouco mais de um ano.
Em abril de 2025, uma erosão severa no km 457, próximo a Comodoro, comprometeu o aterro, o acostamento e parte da faixa de rolamento. O risco de rompimento levou o DNIT a interditar totalmente a rodovia enquanto realizava a reconstrução da estrutura.
A interdição provocou transtornos relevantes ao transporte regional. Rotas alternativas precisaram ser utilizadas, caminhões enfrentaram retenções e produtores relataram dificuldades para retirar a produção armazenada.
A rodovia é uma das principais ligações do Oeste mato-grossense, conectando Cáceres, Pontes e Lacerda, Nova Lacerda e Comodoro, antes de alcançar a BR-364 e a divisa com Rondônia.
Além do deslocamento entre os municípios, o corredor tem papel importante no transporte de cargas e no escoamento da produção regional em direção a Rondônia e Porto Velho.
A repetição de processos erosivos em pontos diferentes da mesma rodovia reforça a necessidade de monitoramento preventivo dos aterros e sistemas de drenagem. No momento, o principal ponto de atenção está no km 501,8, onde o próprio DNIT reconheceu oficialmente risco suficiente para justificar intervenção emergencial.