Compartilhe

Compartilhe

Política

Ex-diretora é condenada por desviar R$ 335 mil de hospital em Mirassol

Justiça condenou ex-diretora da Fundação Samuel Greve por desviar R$ 335,6 mil. Ela afirmou ter usado recursos públicos em apostas on-line.

Por

Recursos desviados pertenciam à Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, em Mirassol D’Oeste.

A Justiça de Mato Grosso condenou a ex-diretora administrativa financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, de Mirassol D’Oeste, por desviar R$ 335.651,72 da instituição durante aproximadamente dez meses.

De acordo com a sentença, Fabiana Pereira de Souza Lopes transferiu recursos públicos para contas bancárias pessoais e admitiu durante o processo que utilizou o dinheiro para sustentar uma dependência em apostas on-line.

Recursos eram destinados ao hospital público

A Fundação Samuel Greve é responsável pelo hospital público municipal. Segundo o processo movido pelo Ministério Público de Mato Grosso, as transferências ocorreram repetidamente e houve também adulteração de extratos bancários para ocultar parte das operações.

O magistrado considerou especialmente grave o fato de os recursos serem destinados à manutenção da unidade pública de saúde. A irregularidade teria ocorrido ao longo de cerca de dez meses.

A ex-diretora reconheceu as transferências e argumentou que sofria de dependência em jogos. Para a Justiça, a alegação poderia explicar a motivação, mas não afastaria a responsabilidade pelos atos praticados.

Ressarcimento e multa superam R$ 671 mil

A sentença determinou o ressarcimento integral dos R$ 335.651,72 e aplicou multa civil de igual valor.

Somadas, as duas obrigações financeiras chegam a R$ 671.303,44, antes de juros e correção monetária.

A ex-diretora também teve os direitos políticos suspensos por sete anos e ficará proibida, durante o mesmo período, de contratar com o Poder Público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios.

O Ministério Público havia solicitado ainda indenização de pelo menos R$ 170 mil por danos morais coletivos, mas esse pedido foi rejeitado pelo juiz.

Decisão ainda admite recurso

A condenação foi proferida pela 1ª Vara de Mirassol D’Oeste. A decisão ainda pode ser contestada pelas vias recursais previstas em lei.

O caso chama atenção não apenas pelo valor, mas pela origem do dinheiro: recursos que deveriam ser utilizados no atendimento de saúde da população do município.

Tags:
Apostas OnlineHospital MunicipalImprobidade AdministrativaJustiçaMirassol D'OesteRecursos Públicos
Carro com criança cai em ribanceira após motorista atingir buraco na BR-070
Nova creche do Junco abre 240 vagas após Prefeitura corrigir nome da unidade
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Conteúdo relacionado