Hospital Regional de Cáceres passa a oferecer exames de ressonância magnética pelo SUS e amplia atendimento na região Oeste.
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Hospital Regional de Cáceres passa a oferecer exames de ressonância magnética pelo SUS e amplia atendimento na região Oeste.
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O Hospital Regional Dr. Antônio Carlos Souto Fontes, em Cáceres, passou a oferecer exames de ressonância magnética pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população da região Oeste de Mato Grosso a procedimentos de alta complexidade sem a necessidade de deslocamentos para outros municípios.
A novidade representa um avanço importante para a saúde pública regional e atende uma antiga demanda de pacientes que dependiam da regulação estadual para realizar o exame em cidades como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis. A oferta começou oficialmente no dia 1º de maio e os atendimentos já estão disponíveis pelo Sistema de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).
Inicialmente, entre os dias 27 e 30 de abril, os exames foram direcionados exclusivamente aos pacientes internados na unidade hospitalar. Agora, o serviço também contempla usuários encaminhados pela rede pública de saúde.
O exame está sendo realizado na Unidade II do hospital, que atualmente é administrado pela Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir), organização social que assumiu a gestão do Hospital Regional de Cáceres em 2026.
A implantação da ressonância magnética é considerada estratégica para fortalecer a regionalização da saúde em Mato Grosso, especialmente em regiões mais afastadas da capital.
A ressonância magnética é um dos exames mais importantes da medicina diagnóstica moderna. Ela permite identificar com precisão doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares, musculares e diversos outros problemas de saúde, auxiliando médicos em diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficientes.
Até então, muitos pacientes de Cáceres e cidades vizinhas precisavam enfrentar longas viagens para realizar o procedimento, o que frequentemente atrasava diagnósticos e aumentava o tempo de espera por tratamentos.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, a medida fortalece a rede pública estadual e melhora a eficiência do atendimento prestado à população.
De acordo com ele, a realização do exame em Cáceres reduz deslocamentos, agiliza o início do tratamento, amplia a resolutividade médica e ajuda a desafogar unidades hospitalares de referência em outras regiões do Estado.
A expectativa é de que o novo serviço beneficie não apenas moradores de Cáceres, mas também pacientes encaminhados de municípios vizinhos da região Oeste e Sudoeste de Mato Grosso.
A implantação da ressonância magnética ocorre cerca de dois meses após a transferência da gestão hospitalar da SES-MT para a Agir.
A Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde é uma organização social privada responsável atualmente pela administração das Unidades I e II do Hospital Regional de Cáceres. A entidade atua no gerenciamento operacional da unidade hospitalar dentro do atendimento via SUS.
Desde o início da nova gestão, outras melhorias já foram implementadas na estrutura do hospital. Entre elas está o conserto do equipamento de raio-x, que também vinha sendo alvo de reclamações devido à limitação no atendimento diagnóstico.
Segundo a direção do hospital, o objetivo é ampliar gradualmente a capacidade operacional da unidade e melhorar o fluxo de atendimento aos pacientes da rede pública.
O diretor-geral Antonio Jorge Maciel afirmou que a proposta da nova gestão é focar na excelência operacional e no fortalecimento da assistência hospitalar regionalizada.
A chegada do exame de ressonância magnética é vista como um reforço importante para a saúde pública de Cáceres, cidade considerada polo regional em Mato Grosso.
Além de atender moradores locais, o Hospital Regional recebe pacientes de dezenas de municípios da região Oeste, principalmente em atendimentos de média e alta complexidade.
A descentralização dos exames especializados é uma das estratégias defendidas por especialistas em gestão pública de saúde para reduzir filas, acelerar diagnósticos e evitar sobrecarga em hospitais da capital.
Na prática, a oferta do exame em Cáceres deve diminuir custos com transporte de pacientes, reduzir o tempo de espera e facilitar o acompanhamento médico de pessoas em tratamento contínuo.
Profissionais da área da saúde avaliam que a ampliação dos serviços diagnósticos também pode contribuir para aumentar a capacidade resolutiva do hospital e fortalecer o atendimento regional pelo SUS.
A expectativa agora é de que novos investimentos em estrutura, equipamentos e especialidades médicas continuem sendo implementados ao longo de 2026.