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Saúde

Infestação de caramujo africano acende alerta em Cáceres

Cresce a preocupação com o caramujo africano em Cáceres. Especialistas orientam sobre manejo correto e prevenção de doenças.

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Imagem: Wikimedia

O avanço do caramujo africano em bairros de Cáceres tem preocupado moradores e autoridades de saúde pública do município. Considerado uma espécie invasora e de rápida reprodução, o molusco pode causar impactos ambientais e representar riscos à saúde humana quando contaminado por parasitas.

A situação motivou alertas da Vigilância Ambiental e ações de orientação à população sobre o manejo correto do animal, que já é encontrado em praticamente todos os estados brasileiros. Em Cáceres, o índice de infestação é considerado alto em algumas regiões, principalmente em locais úmidos, com vegetação densa e acúmulo de resíduos orgânicos.

Conhecido cientificamente como Achatina fulica, o caramujo africano foi introduzido ilegalmente no Brasil no fim da década de 1980 como alternativa comercial ao escargot. Sem controle adequado, a espécie acabou se espalhando rapidamente pelo país e passou a ser considerada uma praga ambiental.

Segundo especialistas, o molusco pode atuar como hospedeiro de vermes responsáveis por doenças graves, incluindo meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal. A contaminação humana ocorre principalmente pelo contato indireto com o muco deixado pelo animal em superfícies, hortaliças e alimentos mal higienizados. 

Vigilância orienta população sobre manejo correto

Durante entrevista concedida à TV Descalvados, a médica veterinária Mariana Guimarães explicou que equipes da Vigilância Ambiental têm intensificado o trabalho de orientação aos moradores diante do aumento dos registros do molusco no município.

Segundo ela, uma nota informativa foi divulgada pela prefeitura com orientações detalhadas sobre controle e descarte correto do caramujo africano.

A veterinária destacou que uma das formas mais eficientes de controle é a chamada “catação manual”, que consiste no recolhimento dos moluscos diretamente nos quintais e terrenos. Porém, ela alerta que o procedimento deve ser realizado com proteção adequada, utilizando luvas, botas ou sacolas plásticas para evitar contato direto com os animais.

Após o recolhimento, os caramujos devem ser esmagados e colocados em uma solução contendo três partes de água para uma parte de cloro, permanecendo imersos por 24 horas antes do descarte no lixo comum.

Outra alternativa indicada é o enterramento dos animais em valas revestidas com cal virgem, sempre em locais afastados de poços, cisternas e lençóis freáticos para evitar contaminação ambiental.

Já a incineração também pode ser utilizada, desde que feita em local apropriado e com os devidos cuidados de segurança.

Limpeza dos quintais ajuda a reduzir proliferação

A Vigilância Ambiental reforça que o controle do caramujo africano não depende apenas da eliminação direta dos animais, mas também de mudanças no ambiente que dificultem sua sobrevivência.

O molusco prefere locais úmidos, escuros e com grande quantidade de matéria orgânica. Por isso, manter quintais limpos, cortar vegetação alta, retirar entulhos, folhas acumuladas e restos de materiais de construção ajuda significativamente a reduzir a proliferação.

Especialistas alertam ainda que não é recomendado utilizar sal diretamente no solo ou produtos químicos sem orientação técnica, já que essas práticas podem causar danos ambientais e afetar outros animais.

Além dos riscos à saúde humana, o caramujo africano também ameaça espécies nativas e pode provocar desequilíbrio ecológico ao competir por alimento e espaço com outros moluscos brasileiros.

Em Mato Grosso, as condições climáticas de calor e umidade favorecem a reprodução acelerada da espécie, principalmente durante os períodos chuvosos.

A orientação das autoridades é para que os moradores de Cáceres procurem a Vigilância Ambiental sempre que identificarem focos de infestação em grande quantidade. A participação da população é considerada fundamental para evitar o avanço do problema no município.

Com medidas simples de higiene, manejo correto e cuidados ambientais, especialistas acreditam ser possível reduzir significativamente a presença do caramujo africano e minimizar os riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

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CáceresCaramujoAfricanoMatoGrossoMeioAmbienteSaúdePúblicaVigilânciaSanitária
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