Voluntários recolheram lixo do Rio Paraguai e de suas margens na 38ª edição do mutirão em Cáceres. Mobilização reforça o cuidado com o Pantanal.
O retorno dos barcos e o desembarque do lixo recolhido marcaram o resultado do 38º Mutirão de Limpeza do Rio Paraguai, realizado no domingo (11), em Cáceres. A mobilização reuniu a comunidade em uma tarefa essencial: retirar resíduos das margens e impedir que continuem no ambiente pantaneiro.
Moradores, empresários, estudantes e instituições participaram da ação. O trabalho coletivo deu continuidade a uma tradição de cuidado com o rio e mostrou a importância da participação de quem vive, trabalha e encontra lazer em suas águas.
Trabalho antes da subida das águas

Segundo a cobertura do Olho Vivo na Cidade, as equipes começaram os trabalhos às 7h. O período de águas baixas permite recolher materiais que poderiam ser carregados pelas chuvas e pela cheia.
Marcela Aparecida Roque, uma das organizadoras, explicou que a escolha dessa época busca evitar que o lixo acumulado nas margens siga para outras áreas do Pantanal.
Entre os registros divulgados da ação, aparece até uma janela velha retirada do rio. O exemplo evidencia que o descarte inadequado vai além de embalagens deixadas por visitantes.
Uma tradição mantida pela comunidade

Idealizado pelo capitão Renato Thomas, o mutirão atravessa gerações com o lema “Rio limpo, peixe presente, povo contente”.
A mobilização conta com a participação de proprietários de embarcações, integrantes do Rotary Club e outros parceiros. A continuidade da iniciativa depende dessa união entre organização, apoio institucional e disposição dos voluntários.
O sucesso da ação se expressa no trabalho realizado e nos resíduos trazidos de volta para terra. O peso total recolhido nesta edição ainda não foi divulgado.
Preservação precisa continuar todos os dias
Para Cáceres, o Rio Paraguai faz parte da paisagem, da história e da vida cotidiana. Cuidar de suas margens é também proteger um patrimônio compartilhado.
O compromisso deve continuar após o mutirão: levar de volta o lixo produzido em passeios, recolher embalagens usadas em acampamentos e encaminhar resíduos aos locais adequados de coleta.
Cada barco que retorna com material retirado do rio representa uma contribuição concreta. Manter esse resultado exige que a preservação deixe de ser uma tarefa de um único domingo e faça parte da rotina de todos.





