Wellington aposta em industrialização e presença nos municípios; Pivetta vende continuidade da gestão e Natasha explora biografia e cuidado com as pessoas.
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Wellington aposta em industrialização e presença nos municípios; Pivetta vende continuidade da gestão e Natasha explora biografia e cuidado com as pessoas.
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A campanha pelo Governo de Mato Grosso entrou em uma nova fase na sexta-feira (28), com o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Na primeira aparição, Wellington Fagundes (PL), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Natasha Slhessarenko (PSD) adotaram estratégias diferentes para começar a construir suas narrativas diante do eleitor.
A propaganda em rede segue até 1º de outubro. Para governador, os programas são exibidos às segundas, quartas e sextas-feiras. Entre os três principais concorrentes, Pivetta dispõe de 3 minutos e 14 segundos por bloco, Natasha de 3 minutos e 1 segundo e Wellington de 2 minutos e 43 segundos.
Mesmo dispondo de menos tempo que os dois principais adversários, Wellington utilizou a estreia para avançar além da apresentação pessoal. O senador associou sua experiência política e presença nos municípios a propostas voltadas para industrialização, tecnologia, emprego e descentralização das ações do Estado.
Um dos principais conceitos apresentados foi aproveitar a força do agronegócio para agregar valor à produção dentro de Mato Grosso. A estratégia é transformar parte da riqueza gerada no campo em novas indústrias, empregos e oportunidades.
O programa também citou como prioridades a ampliação do atendimento de saúde nos municípios, políticas para jovens e idosos, proteção às mulheres e segurança pública. Wellington ainda defendeu maior participação de prefeitos, vereadores, servidores e lideranças locais na definição das políticas estaduais.
Pivetta escolheu uma linha diferente. O governador relembrou a infância, sua trajetória empresarial e política e, principalmente, a experiência administrativa em Lucas do Rio Verde e no Governo de Mato Grosso. O programa também explorou sua ligação com o ex-governador Mauro Mendes.
A estratégia reforça Pivetta como candidato da continuidade do atual modelo administrativo. Ao mesmo tempo, essa associação deverá obrigá-lo durante a campanha a responder também pelos pontos controversos e demandas ainda não resolvidas do governo que integra, além do desafio de construir uma identidade própria diante do eleitor.
Natasha concentrou boa parte da estreia na apresentação pessoal. Médica, professora e empresária, utilizou a experiência profissional para desenvolver o conceito de “cuidar de gente”, defendendo um governo mais próximo da população.
Foi uma estratégia voltada à humanização da candidata e à construção de vínculo emocional. No primeiro programa, porém, o espaço dedicado à biografia foi maior que o destinado ao detalhamento de políticas públicas, deixando para as próximas inserções o desafio de converter o conceito de cuidado em propostas mais concretas para saúde, infraestrutura, emprego, segurança e desenvolvimento econômico.
Os programas iniciais mostram três linhas já relativamente claras: Wellington tenta unir experiência, presença municipal e uma agenda econômica de industrialização; Pivetta vende capacidade administrativa e continuidade; e Natasha investe na renovação e na identificação com sua trajetória profissional.
A partir das próximas semanas, a disputa deverá passar da apresentação dos candidatos para uma comparação mais direta de propostas, resultados administrativos e capacidade de execução. É nesse momento que as narrativas lançadas na estreia começarão efetivamente a ser testadas pelo eleitor.