Nível do Rio Paraguai segue baixando em Cáceres após período chuvoso. Especialistas orientam cuidados com navegação, pesca e banhos no rio.
Compartilhe
Nível do Rio Paraguai segue baixando em Cáceres após período chuvoso. Especialistas orientam cuidados com navegação, pesca e banhos no rio.
Por

Com o fim do período chuvoso no Pantanal mato-grossense, o nível do Rio Paraguai voltou a apresentar queda gradual em Cáceres. A situação é considerada dentro da normalidade por ambientalistas e órgãos de monitoramento, mas já acende o alerta para cuidados com navegação, pesca e segurança de banhistas durante o período de estiagem.
De acordo com a medição diária da Agência Fluvial de Cáceres, da Marinha do Brasil, nesta quarta-feira, 27 de maio, o nível do rio estava em 2,24 metros. O volume é semelhante ao registrado no mesmo período do ano passado. Em 2024, a régua apontava cerca de 1,40 metro, enquanto em 2021 foi registrado um dos menores níveis históricos monitorados pela Marinha: apenas 90 centímetros.
Durante o pico das chuvas, em março, o Rio Paraguai chegou próximo dos cinco metros em Cáceres. O comportamento faz parte do chamado “pulso de inundação” do Pantanal, fenômeno natural que regula os ciclos das águas na maior planície alagável do planeta.
Mesmo com a vazante considerada normal, especialistas alertam que o período seco aumenta os riscos de acidentes no rio. Com o nível mais baixo, bancos de areia, troncos e pedras ficam mais próximos da superfície, dificultando a navegação e elevando o risco de colisões de embarcações.
A recomendação da Marinha é que pilotos e pescadores mantenham atenção redobrada, principalmente em trechos de forte correnteza e locais pouco sinalizados. O uso de coletes salva-vidas continua obrigatório em embarcações.
Outro ponto de preocupação são os afogamentos. Com o calor e o aumento da procura por balneários e praias temporárias formadas durante a seca, autoridades orientam que banhistas evitem consumo excessivo de álcool, respeitem áreas seguras e mantenham vigilância constante sobre crianças.
A vazante também influencia diretamente a fauna aquática e as atividades econômicas ligadas ao rio. O Governo de Mato Grosso prorrogou por mais cinco anos a política de cota zero, que restringe o transporte e armazenamento de pescado nos rios do estado, medida que segue gerando debates entre pescadores profissionais, empresários do turismo e ambientalistas.
Além disso, períodos de seca severa podem favorecer queimadas no Pantanal, cenário que preocupa moradores e órgãos ambientais após os incêndios registrados nos últimos anos.
Apesar da redução gradual do nível do Rio Paraguai, os órgãos de monitoramento afirmam que a situação atual não foge do comportamento esperado para esta época do ano. Ainda assim, especialistas reforçam que prevenção e responsabilidade são fundamentais para evitar acidentes e preservar um dos principais patrimonios naturais de Mato Grosso.