Plano de Wellington Fagundes prevê mutirão de cirurgias, MT Sem Fome, reforço na fronteira e ações para turismo e proteção do Pantanal.
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Plano de Wellington Fagundes prevê mutirão de cirurgias, MT Sem Fome, reforço na fronteira e ações para turismo e proteção do Pantanal.
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O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) colocou saúde, combate à fome e descentralização da administração entre os principais eixos do plano apresentado para o mandato de 2027 a 2030. Para a região de Cáceres, o documento também traz propostas que atingem diretamente temas locais, como segurança na fronteira com a Bolívia, turismo no Pantanal e pesca esportiva.
O plano, intitulado “A força que move o Brasil e cuida da nossa gente”, foi protocolado na Justiça Eleitoral e prevê atuação nos 142 municípios de Mato Grosso. Wellington vem defendendo durante a campanha um modelo mais municipalista, com serviços públicos regionalizados e maior participação das prefeituras na definição das prioridades estaduais.
Uma das propostas de maior impacto é a realização de um mutirão para reduzir as filas de exames e cirurgias eletivas. A ideia prevê utilizar também a capacidade disponível em hospitais e clínicas privadas conveniadas para atender pacientes do SUS.
O plano inclui ainda a plataforma “Saúde na Ponta do Dedo”, com agendamento digital, prontuário integrado e telemedicina, além da criação de uma central para emissão de laudos.
A regionalização é um tema que Wellington já vinha defendendo antes da campanha. Em discurso no Senado, em abril, ele argumentou que as grandes distâncias de Mato Grosso exigem fortalecimento dos hospitais regionais e serviços mais próximos do cidadão.
Na área social, outra proposta é o Mato Grosso Sem Fome, acompanhado de Centros-Dia regionais para idosos e ações de inclusão produtiva voltadas a pessoas acima dos 50 anos.
Para Cáceres e os demais municípios do Oeste, um dos pontos mais relevantes está na segurança pública. O plano prevê aumento do efetivo policial e ampliação das bases na fronteira com a Bolívia, além de ações de inteligência contra o crime organizado.
Também é proposto o programa “A Porteira no 190”, destinado à segurança rural, com cadastramento de propriedades e uso de câmeras e drones integrados às forças policiais.
A discussão sobre a faixa de fronteira já vinha sendo abordada pelo senador. Wellington também tem defendido medidas para facilitar a regularização fundiária nessas áreas, alegando que a insegurança documental prejudica investimentos e acesso ao crédito, especialmente na região Oeste.
O Pantanal ocupa espaço específico no programa. Na área de turismo, Wellington propõe transformar a observação da fauna silvestre em produto internacional, com infraestrutura de visitação, capacitação de guias e promoção do Pantanal como destino de safári de vida selvagem.
Outro ponto com impacto direto sobre Cáceres é um programa estadual de incentivo à pesca esportiva, articulado com os municípios e baseado no modelo de pesque e solte.
Na agenda ambiental, o candidato defende monitoramento de queimadas, combate ao garimpo ilegal e ações permanentes de proteção da fauna. Em julho, ao comentar a perda de superfície de água registrada em Cáceres, Wellington também cobrou medidas estruturantes contra a seca no Pantanal.
As propostas agora entram no debate eleitoral e deverão ser detalhadas ao longo da campanha.