Brasil nega vistos a dois integrantes do governo Trump que visitariam Brasília para discutir a integridade das eleições presidenciais de 2026.
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Brasil nega vistos a dois integrantes do governo Trump que visitariam Brasília para discutir a integridade das eleições presidenciais de 2026.
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O governo brasileiro negou vistos a dois integrantes de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar Brasília para discutir o processo eleitoral de 2026. A decisão ampliou a tensão diplomática entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
As autoridades identificadas são Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto do Departamento de Estado. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, os pedidos foram apresentados em 20 de julho e rejeitados no dia 24. O caso tornou-se público no sábado, dia 25, após reportagem do jornal norte-americano The Washington Post.
De acordo com o governo norte-americano, Barnes e Samson viajariam a Brasília entre 27 e 30 de julho para realizar reuniões com autoridades públicas, representantes religiosos e integrantes da sociedade civil.
A agenda incluiria temas como integridade eleitoral, liberdade de expressão e liberdade religiosa. O Departamento de Estado classificou a visita como uma missão diplomática de rotina e rejeitou a acusação de que os enviados pretendiam interferir nas eleições brasileiras.
Autoridades brasileiras ouvidas pelo Washington Post, entretanto, afirmaram que havia preocupação de que a missão fosse utilizada para questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e produzir um relatório capaz de enfraquecer a legitimidade do pleito.
O presidente Lula confirmou a negativa dos vistos e declarou que o Brasil não aceitaria iniciativas destinadas a colocar sob suspeita o sistema eleitoral nacional. Na avaliação do governo brasileiro, a visita poderia representar uma tentativa de interferência política às vésperas da eleição presidencial.
A votação do primeiro turno das eleições gerais está marcada para 4 de outubro de 2026, conforme o calendário oficial aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O episódio ocorre em um contexto de divergências entre Brasília e Washington envolvendo comércio, liberdade de expressão, decisões do Judiciário brasileiro e a situação política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O TSE afirma que os sistemas utilizados nas eleições são submetidos a diferentes etapas de fiscalização e auditoria. Os códigos-fonte das Eleições 2026 foram abertos para inspeção em outubro de 2025, um ano antes do pleito, e examinados por entidades técnicas, entre elas a Sociedade Brasileira de Computação.
A Justiça Eleitoral também realiza o Teste Público de Segurança, no qual especialistas tentam identificar vulnerabilidades nos sistemas de votação, apuração e transmissão. Eventuais falhas encontradas devem ser corrigidas antes das eleições.
A negativa dos vistos não encerra a controvérsia. O caso deverá continuar repercutindo nas relações Brasil–Estados Unidos e no debate político durante a campanha eleitoral.