Política

CPI da Saúde cobra explicações sobre R$ 1,1 bilhão em indenizações

Gilberto Figueiredo presta depoimento à CPI da Saúde; comissão questiona despesas e anuncia medidas para ouvir o atual secretário.

Deputados ouviram Gilberto Figueiredo sobre despesas e procedimentos administrativos da Saúde estadual. Imagem: Foto: Alexandre A. Alonso – Divulgação ALMT

A CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprofundou, na quarta-feira (14), a investigação sobre pagamentos indenizatórios da Secretaria de Estado de Saúde. A reunião ouviu o ex-secretário Gilberto Figueiredo e discutiu despesas que chegaram a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

O atual titular da pasta, Juliano Silva Melo, não compareceu. A comissão pretende adotar novos encaminhamentos para obter seu depoimento.

Valores e recomendações em discussão

O presidente da CPI, deputado Wilson Santos, questionou a continuidade e o crescimento dessa modalidade de pagamento depois do período mais crítico da pandemia.

Também foram abordados o reconhecimento de dívidas e o cumprimento de orientações da Procuradoria-Geral e da Controladoria-Geral do Estado. A investigação procura esclarecer os procedimentos utilizados e a responsabilidade pelas decisões administrativas.

Ex-secretário defende continuidade dos serviços

Figueiredo reconheceu o montante e argumentou que ele correspondia a cerca de 3% dos recursos administrados pela pasta em quase sete anos.

O ex-secretário afirmou que a manutenção de serviços após o encerramento de contratos buscou evitar interrupções no atendimento, especialmente em leitos de UTI. Disse ainda que contratações e pagamentos passavam por diferentes setores e pareceres administrativos.

Comissão prepara novas oitivas

Segundo o relato institucional da reunião, Wilson anunciou que encaminharia pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar a determinação judicial do comparecimento de Juliano, após sucessivos adiamentos.

A CPI continuará examinando documentos e depoimentos. Os trabalhos foram prorrogados, com previsão de encerramento em janeiro de 2027. Os questionamentos apresentados durante a investigação ainda não representam uma conclusão definitiva sobre a regularidade de cada despesa.

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