Gilberto Figueiredo presta depoimento à CPI da Saúde; comissão questiona despesas e anuncia medidas para ouvir o atual secretário.
A CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprofundou, na quarta-feira (14), a investigação sobre pagamentos indenizatórios da Secretaria de Estado de Saúde. A reunião ouviu o ex-secretário Gilberto Figueiredo e discutiu despesas que chegaram a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
O atual titular da pasta, Juliano Silva Melo, não compareceu. A comissão pretende adotar novos encaminhamentos para obter seu depoimento.
Valores e recomendações em discussão
O presidente da CPI, deputado Wilson Santos, questionou a continuidade e o crescimento dessa modalidade de pagamento depois do período mais crítico da pandemia.
Também foram abordados o reconhecimento de dívidas e o cumprimento de orientações da Procuradoria-Geral e da Controladoria-Geral do Estado. A investigação procura esclarecer os procedimentos utilizados e a responsabilidade pelas decisões administrativas.
Ex-secretário defende continuidade dos serviços
Figueiredo reconheceu o montante e argumentou que ele correspondia a cerca de 3% dos recursos administrados pela pasta em quase sete anos.
O ex-secretário afirmou que a manutenção de serviços após o encerramento de contratos buscou evitar interrupções no atendimento, especialmente em leitos de UTI. Disse ainda que contratações e pagamentos passavam por diferentes setores e pareceres administrativos.
Comissão prepara novas oitivas
Segundo o relato institucional da reunião, Wilson anunciou que encaminharia pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar a determinação judicial do comparecimento de Juliano, após sucessivos adiamentos.
A CPI continuará examinando documentos e depoimentos. Os trabalhos foram prorrogados, com previsão de encerramento em janeiro de 2027. Os questionamentos apresentados durante a investigação ainda não representam uma conclusão definitiva sobre a regularidade de cada despesa.





