Mato Grosso terá 10 candidatos ao Senado em 2026. Convenções consolidaram alianças em torno de Mauro Mendes, Fávaro, Janaina Riva e outros nomes.
Compartilhe
Mato Grosso terá 10 candidatos ao Senado em 2026. Convenções consolidaram alianças em torno de Mauro Mendes, Fávaro, Janaina Riva e outros nomes.
Por

Encerradas as convenções partidárias, a corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal ganhou contornos definitivos. Dez nomes foram aprovados pelas legendas e federações, formando uma disputa que reúne ex-governadores, atuais e ex-senadores, deputados e representantes do setor produtivo. Os pedidos de registro ainda precisam ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.
O cenário revela três grandes blocos políticos, além de candidaturas independentes. Mauro Mendes (União Brasil), Carlos Fávaro (PSD), Janaina Riva (MDB), José Medeiros (PL), Pedro Taques (PSB) e Margareth Buzetti (PP) estão entre os nomes de maior projeção política. Também concorrem Antônio Galvan (Avante), Coronel Darwin (Democrata), Beny Godoy (Agir) e Nelson Carlos Ferreira Júnior, o Professor Nelson, também pelo Agir.
A principal composição governista foi estruturada em torno da candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado. A aliança reúne Republicanos, Federação União Progressista — formada por União Brasil e PP —, Federação PSDB/Cidadania e Podemos.
Para o Senado, o grupo oficializou Mauro Mendes (União Brasil) e Margareth Buzetti (PP). Mendes deixou o Governo de Mato Grosso em março para entrar na disputa, enquanto Buzetti busca conquistar mandato próprio após ter exercido a função de senadora como suplente. O empresário e ex-senador Cidinho Santos foi indicado para a primeira suplência de Mauro Mendes.
Do outro lado, a candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo reúne PSD, PDT, PSB, Federação Brasil da Esperança — PT, PCdoB e PV — e Federação PSOL/Rede. A composição lançou Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB) para o Senado.
Fávaro busca a reeleição e continua sendo uma das principais lideranças do PSD no Estado. Ele permanece ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária e seu mandato parlamentar é atualmente exercido por suplente. Documentos oficiais recentes do governo federal ainda identificam Fávaro como ministro da Agricultura.
Pedro Taques, por sua vez, tenta retornar ao Senado, onde exerceu mandato antes de governar Mato Grosso entre 2015 e 2018.
Uma das principais movimentações da reta final das convenções foi a formação do bloco de Wellington Fagundes (PL) para o Governo. A composição reúne PL, MDB, Novo, PRD e Democracia Cristã. Para as duas vagas ao Senado, ficaram definidos José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB).
A aliança encerrou semanas de negociações e resistências internas, principalmente em setores do PL, mas consolidou Janaina como candidata majoritária do MDB e Medeiros como representante do partido de Wellington Fagundes.
Fora dos três grandes blocos estão Antônio Galvan, pelo Avante, e Coronel Darwin, pelo Democrata. O Agir lançou dois candidatos próprios: Beny Godoy e Professor Nelson.
Com dez candidatos para apenas duas cadeiras, a disputa pelo Senado tende a ser uma das mais pulverizadas da eleição estadual. Neste ano, cada eleitor mato-grossense poderá escolher dois candidatos diferentes para senador.