Corpo de Bombeiros alerta para aumento do risco de incêndios no Pantanal durante a estiagem. Queimadas já causaram prejuízos ambientais e econômicos bilionários em Mato Grosso.
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Corpo de Bombeiros alerta para aumento do risco de incêndios no Pantanal durante a estiagem. Queimadas já causaram prejuízos ambientais e econômicos bilionários em Mato Grosso.
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A chegada do outono e o encerramento do período chuvoso acendem um novo sinal de alerta em Mato Grosso. Tradicionalmente marcada pela baixa umidade do ar, vegetação seca e temperaturas elevadas, a temporada de estiagem aumenta drasticamente o risco de incêndios florestais, especialmente na região do Pantanal mato-grossense, que praticamente começa no município de Cáceres.
Diante do cenário preocupante, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou nesta semana o alerta para a população sobre a necessidade de prevenção contra queimadas urbanas e incêndios em áreas de vegetação.
Segundo a corporação, as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que a região Centro-Oeste deverá registrar chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal nos próximos meses, combinação considerada extremamente perigosa para o surgimento e propagação do fogo.
De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a conscientização da população continua sendo a principal ferramenta de prevenção.
“As condições climáticas favorecem a redução da umidade do solo e do ar, deixando a vegetação mais seca e altamente propícia à rápida propagação das chamas”, alertou.
O alerta ganha ainda mais importância após os números alarmantes registrados nos últimos anos no Pantanal brasileiro. Em 2024, o bioma enfrentou uma das temporadas de incêndios mais severas da história recente.
Dados de monitoramento ambiental apontaram mais de 1,7 milhão de hectares consumidos pelo fogo apenas no Pantanal, causando prejuízos ambientais, econômicos e sociais de grandes proporções.
Além da destruição da vegetação nativa, milhares de animais silvestres morreram ou ficaram feridos durante os incêndios. Espécies emblemáticas da região, como onças-pintadas, araras-azuis, jacarés, tamanduás-bandeira e tuiuiús, sofreram diretamente os impactos das queimadas.
Pesquisadores alertam que o fogo afeta não apenas a fauna e a flora, mas também compromete rios, nascentes e o equilíbrio ecológico do Pantanal, considerado uma das maiores áreas úmidas do planeta.
As queimadas também provocam impactos econômicos significativos na região pantaneira.
Produtores rurais acumulam prejuízos com destruição de pastagens, perda de cercas, morte de animais e redução da produtividade agrícola. O turismo ecológico, uma das principais atividades econômicas do Pantanal, também sofre forte retração durante períodos de fumaça intensa e incêndios descontrolados.
Em diversas cidades da região, hospitais registraram aumento nos atendimentos por problemas respiratórios, principalmente entre crianças e idosos, devido à fumaça provocada pelos incêndios.
O Corpo de Bombeiros reforça que o uso do fogo em áreas urbanas é proibido durante todo o ano em Mato Grosso.
Queimar lixo, folhas secas, limpar terrenos com fogo ou incendiar vegetação pode configurar crime ambiental, sujeito a multas e responsabilização criminal.
Também é considerado extremamente perigoso descartar bitucas de cigarro às margens de rodovias ou em locais com vegetação seca.
O Governo de Mato Grosso definiu o período proibitivo do uso do fogo em áreas rurais entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026 nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Para evitar novos incêndios, o Corpo de Bombeiros orienta a adoção de medidas simples de prevenção:
Em situações de emergência:
Especialistas alertam que, com a intensificação das mudanças climáticas e períodos cada vez mais longos de estiagem, o Pantanal permanece em situação de vulnerabilidade. Por isso, a prevenção continua sendo fundamental para evitar uma nova tragédia ambiental em Mato Grosso.